BLUES IN ORBIT – OBRA PRIMA DE DUKE ELLINGTON

Blues in Orbit é um álbum do pianista americano, compositor e líder da banda Duke Ellington gravado para o selo Columbia em 1959 e lançado em 1960. O disco não possui o prestígio intelectual das suítes e peças conceituais que se destacaram nas gravações de Ellington desse período, mas é um álbum que vale a pena ouvir. No álbum a banda percorre um lado mais leve do seu som.

Blues in Orbit é um álbum do pianista americano, compositor e líder da banda Duke Ellington gravado para o selo Columbia em 1959 e lançado em 1960. O disco não possui o prestígio intelectual das suítes e peças conceituais que se destacaram nas gravações de Ellington desse período, mas é um álbum que vale a pena ouvir. No álbum a banda percorre um lado mais leve do seu som.

Neste disco Ellington e sua banda estavam de volta de uma turnê européia quando entraram no estúdio e gravaram a maior parte das músicas em uma apenas uma sessão depois da meia-noite em Nova York em 2 de dezembro de 1959. Então, sem o polimento técnico de outros discos, alguns críticos escreveram na época que a banda estava retrocedendo e que essas peças eram menores. No entanto, nessa gravação o que aconteceu foi que o grupo improvisou de forma livre e intensa em vários pontos, visto que não haviam partituras em razão do copista convidado não ter comparecido.

A faixa-título, “Blues in Orbit”, gravada mais de um ano antes do resto, é um blues lento que coloca o piano de Ellington em um cenário de chamada e resposta com as buzinas, com Ellington chegando à última palavra. Em outra faixa, “Villes Ville Is the Place, Man” é um passeio estimulante e com ritmo de batida, destacado pelos solos de Ray Nance , Harry Carney e Johnny Hodges em trompete, sax barítono e alto, respectivamente. “Three J’s Blues” mostra o compositor Jimmy Hamilton tocando sax tenor em um cenário de blues exuberante. “Smada” apresenta Billy Strayhorn no piano e Johnny Hodges no alto, em um emocionante número de dança, e “Pie Eye’s Blues” é uma improvisação de estúdio quente com Ray Nance e Jimmy Hamilton trocando três solos cada.

Aqui você pode clicar e ouvir a faixa 10 do vinil “Blues in Orbit” que leva o mesmo nome do disco.

O DISCO DE JAZZ MAIS VENDIDO DA HISTÓRIA

O DISCO DE JAZZ MAIS VENDIDO DA HISTÓRIA

A história do jazz pode ser dividida em antes e depois do disco “Kind of Blue” que, em tradução livre, quer dizer “uma espécie de melancolia”. O álbum foi criado por Miles Davis e está completando 60 anos em 2019. “O som do céu”, esse era o título da resenha do New York Times sobre o lançamento do álbum, que era não só uma obra-prima revolucionária de um gênio, mas se tornaria o disco de jazz mais vendido da história.

Tudo começou em 1959 quando Miles conheceu as novas teorias louquíssimas de música modal e fez uma música baseada nelas que chamou apropriadamente de “Milestones”, que em inglês siginifica ao mesmo tempo “os tons do Miles” e “ marco fundador”. Entusiasmado com o resultado, Miles chamou um fabuloso “dream team” do jazz para gravar “Kind of Blue” em Nova York: o pianista Bill Evans, o baixista Paul Chambers, o baterista Jimmy Cobb e os saxofonistas Cannonball Adderley e ninguém menos que o gênio John Coltrane. Deu no que deu.

Apesar do seu estilo radical e sua alta complexidade, o disco não só foi recebido entusiasticamente pela crítica como se tornou um grande sucesso popular, vendendo mais de um milhão de discos e ficando um ano no topo do hit parade de jazz, onde continua até hoje. Gravado sem ensaios em um estúdio de apenas três canais, com menos recursos técnicos que qualquer adolescente tem hoje em casa, “Kind of Blue” tem uma qualidade sonora insuperável e, mais ainda, se ouvido em vinil.

“Kind of Blue” seria apenas uma das radicais inovações que o genio de Miles Davis introduziu no jazz e que o levaria a fusões revolucionárias com o hard rock em “Bitches Brew” e com o acid jazz e o hip hop, em 1992, com “Doo Bop”. Além de lindíssimo, “Kind of Blue” é um dos discos mais influentes de todos os tempos, que mudou radicalmente os rumos da história do jazz e abriu novos caminhos para o rock e até para a música clássica. E ainda hoje soa novo e revolucionário.

Agora é só apertar o play e sentir a magia destes acordes.